domingo, 30 de novembro de 2014

Mandela e a linguagem

"Fale com um homem em uma linguagem que ele entende, e isso vai para a sua cabeça. Fale com ele na sua própria linguagem, e isso vai para o seu coração."
-- Nelson Rolihlahla Mandela


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fernando Pessoa até enjoar...


Tudo é ilusão. NIHIL. Nada.  Mas e se nada é por acaso, perdoem o lugar-comum, como eu não percebi isso antes? Religiões, afinal o que elas têm (ópio do povo, né Marx?) com a minha vida. Não cria em nada. E agora há misticismo em tudo o que vejo...


ULISSES - Fernando Pessoa
O mytho é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mytho brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre*.

"Olhar pro outro lado não transforma a realidade, apenas demonstra egoísmo e covardia": Eduardo Marinho e a sociedade

"Aberração. Uma sociedade injusta, uma vergonha pra quem tiver vergonha. Olhar pro outro lado não transforma a realidade, apenas demonstra egoísmo e covardia. É fácil entender o que acontece e porque acontece - basta querer. A dificuldade é esta, querer, porque estamos ameaçados e temos medo. Mais fácil e mais recomendado é ser egoísta e indiferente, mas isso mata a alma, estraga o que o ser humano pode ter de melhor e mais bonito, a solidariedade." By Eduardo Marinho


Quem quiser, espia o material desse artista único: http://observareabsorver.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ninguém existe sem a presença do outro: escritos do passado e pensamentos atuais

Ninguém quer ser levantado do chão por outro. Todos acham que podem levantar sozinhos. Mentira!
 Ninguém existe sem a presença do outro. O próximo. Mas que próximo é esse que está tão distante? [A distância merece um capítulo para si...] Se existo em função do outro e se não estou nem aí pro outro, diabos, EU NÃO EXISTO! Como é difícil sair da frente do espelho...
Como na letra de Tom Jobim*


* Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Manifesto por um mundo mais lento: obra de Pedro Rios Leão

Manifesto por um mundo mais lento é um testemunho valioso sobre nosso tempo, sobre a realidade cotidiana de nosso mundo, sobre o que se passa na nossa política e sociedade e sobre o que se passa na cabeça e no coração de um homem de nosso tempo. Mas o livro de Pedro, além de ser um livro de nosso tempo, é também um livro sobre questões eternas. Antes de ser um homem de nosso tempo, Pedro Rios Leão é um homem. E continuar a ser um homem, continuar a ser humano, é algo verdadeiramente subversivo nos tempos de Pedro. Por isso, as tão pessoais cartas de amor que compõem a terceira parte do livro são tão importantes e “políticas” quanto os ensaios políticos e poesias engajadas. Esses e-mails e cartas apaixonadas podem ser comparadas nalgum grau aos Cânticos de Salomão, os poemas cheios de paixão e erotismo que, por serem tão sublimes (e divinos) nos séculos seguintes nem os editores mais caretas do Cânon ousaram retirá-los da lista das escrituras sagradas, junto com a Lei, as profecias, os salmos, a sabedoria e a história sagrada.(f0nte: http://antieditora.net/produto/manifesto-por-um-mundo-mais-lento/)

sábado, 22 de novembro de 2014

Uma canção antiga, Geni e o Zepelim

A letra é rica, conceitual e atualíssima...

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo -- Mudei de idéia
-- Quando vi nesta cidade
-- Tanto horror e iniqüidade
-- Resolvi tudo explodir
-- Mas posso evitar o drama
-- Se aquela formosa dama
-- Esta noite me servir

Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
-- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Jaan palavra que significa vida, em Hindi: outros escritos


A minha vida = mera jaan... Viver por viver ou ser feliz? O que é a felicidade? Todos os prazeres lado a lado com o desprazer dos que não sentem gosto algum, inconscientes da existência aqui e da existência além? E é melhor que seja assim mesmo. Ignoras, daí tens a tua felicidade completa. Ah, mas ser feliz tem um preço: a infelicidade. É ISSO.(escritos de 2004)


Escritos avulsos: influência de Fernando Pessoa

2004 = É a deusa do trono perdido, Hécate, foi ela quem decidiu que apenas alguns podem chegar, temporariamente é claro, no topo. Depois aquele um é reabsorvido pelo caos. Coisa de gênio. Essa arquitetura magnânima do ser que não passa de NADA. É REGRA universal e de todos os universos imagináveis e por imaginar. O natural encontro com o barqueiro que leva a alma para o outro lado... um espaço da matéria e o outro  da alma. O primeiro para cima (na visão dantesca) e a alma para o inferno, naturalmente. DESASSOSSEGO. A paz é tão etérea quanto a felicidade.  O QUE TU QUERES DA VIDA?

domingo, 16 de novembro de 2014

Mensagem da Canoa

 Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não – Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido:
É pena, você perdeu metade da vida!
A professora, muito social, entra na conversa:
Seu barqueiro sabe ler e escrever?
Também não – Responde o remador.
Que pena! – Condói-se a mestra!
– Você perdeu metade da vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
Não! – Respondem eles rapidamente.
Então é uma pena – Concluiu o barqueiro
Vocês perderam toda a sua vida!” "Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!" Paulo Freire

Intervenção Militar, Corrupção e Liberdade de Imprensa

domingo, 2 de novembro de 2014

Tudo aquilo que não é necessário é vício.

Vendo novamente o filme italiano Caros Amigos, salta a frase título do artigo "tudo aquilo que não é necessário é vício".

      Vivemos esbanjando como se não houvesse o amanhã e o amanhã sempre chega.
Simples mensagem com profunda vivência.
Seria bom se pudéssemos viver dessa forma, só com o que é necessário.

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sábado, 1 de novembro de 2014

Dica de filme: cari fottutissimi amici

Filme que retrata a Itália pós-guerra, dirigido por Mario Monicelli, com tiradas hilárias.
Mostra a cultura, características e o lado cômico desse povo tão parte da nossa cultura brasileira.
Esqueça sinopse, somente assista. Depois me conte se gostou.
A imagem abaixo é das primeiras cenas: o curioso e o debochado. rsrsrs.

Chuva abençoada!

Boa noite!
    Quero brindar uma noite agradável de chuva tranquila. Um aperitivo de outono no meio da primavera... Quero desejar felicidade e amor. Bons momentos com a família e quem sabe um filme por distração.
    Quero desejar uma noite de sono com sonhos maravilhosos, que possamos lembrar ao acordar.
     Deixo uma imagem e uma música indiana (como quase sempre). Beijos!

https://soundcloud.com/omi-rajan/o-re-piya-rahat-fateh-ali-khan